Palestra: Em “Fundação e Manifesto do Futurismo” (1909), F. T. Marinetti proclama a beleza da velocidade, opondo o automóvel a uma escultura do passado. Apesar do tom peremptório, as idéias de Marinetti não são de todo originais. Antes dele, Mario Morasso havia exaltado a máquina como símbolo da modernidade, celebrando suas funções e seus usos e propondo uma nova estética, alicerçada no repúdio do passado e no triunfo da velocidade. Encantados com as possibilidades oferecidas pelo universo tecnológico, os futuristas transformarão o “mito moderno” de Morasso num programa de ação, pois não percebem seus aspectos coercitivos.
Palestrante: Profª Annateresa Fabris
Professora titular aposentada da ECA/USP, historiadora e crítica de arte, é autora de várias publicações sobre arte moderna e contemporânea: Futurismo: uma poética da modernidade (1987); Portinari, pintor social (1990); O futurismo paulista (1994); Cândido Portinari (1996); Fragmentos urbanos: representações culturais (2000); Identidades virtuais: uma leitura do retrato fotográfico (2004); Fotografia e arredores (2009); O desafio do olhar (2011). Organizadora de vários livros, dentre os quais Crítica e modernidade (2006) e Imagem e conhecimento (2006, em colaboração). Foi curadora de várias exposições, das quais a mais recente é MAM – 60 anos (2008, em colaboração).
Dia: 25/05/2011
Idioma: português
Entrada livre (até lotação dos lugares disponíveis)
Horário: a partir das 19hs00
Casa di Dante - ICIB Instituto Cultural Italo-Brasileiro
Rua Frei Caneca, 1071
Tel.: 3285.6933